Vou pra casa, mas não é pra já
17 May 2009
04 May 2009
madgermen
03 May 2009
02 May 2009
sabedoria de ponta (7)
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30 April 2009
os donos do lixo
"'Às vezes apanhámos no meio do lixo uma nota de 50 ou de 100 meticais e ficamos felizes por isso. Sobretudo lá nas zonas da Sommerchield, do Bairro Central e da Polana', narra um dos colaboradores, soltando uma enorme gargalhada. Pelas maiores posses dos seus habitantes, é nos contentores instalados na Sommerchield, no Bairro Central e na Polana que se encontra a maioria dos «donos do lixo». 'Lá o lixo é dos melhores', comenta, rindo. E as gargalhadas rasgam a noite, que já vai longa".
Armando Nenane (01.05.2009) "«Donos do lixo» enfrentam homens da recolha" in Semanário Savana.
Great Wall of China
(à esquerda) "Amizade entre a China e Moçambique irá prevalecer como o céu e a terra".
23 April 2009
zimpeto
20 April 2009
29 March 2009
(futebol)ismos (10)
As 24 horas que antecederam o jogo de abertura do grupo de apuramento para o Mundial 2010 / CAN foram vividas, em Maputo, com euforia: buzinas, apitos, bandeiras, camisolas, mensagens de telemóvel, cerveja, gritos... "L'émotion est nègre comme la raison est hellène”, diria Senghor, construindo em torno destes dois conceitos uma diferença fundamental entre populações de dois continentes. A procura ou a negação de traços característicos e específicos de um povo constitui um processo não só identitário, mas também, utilitário. Once again: I am not I.
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23 March 2009
21 March 2009
20 March 2009
13 February 2009
This is not a love letter (7)
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16 November 2008
cabritos ou vampiros
Maputo, 2003Quando se analisa esta suposta especificidade africana parte-se (ou partia-se) normalmente do pressuposto que na Europa ou nos Estados Unidos a realidade é completamente diferente. Pois é... eles comem tudo...
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25 October 2008
18 October 2008
12 October 2008
10 October 2008
This is not a love letter (6)
Santa Cruz, 2008Labels: this is not a love letter
06 October 2008
Is this active citizenship? (7)
A realidade é que José Sócrates, que na sua demagogia faz o apanágio do modelo finlandês, da inovação e da qualidade na educação, não só tirou uma licenciatura à macaca, como procura impedir, de forma descarada e prepotente, o direito das pessoas à informação.
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05 October 2008
Is this active citizenship? (6)
.
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30 March 2008
tristes trópicos (5)
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06 March 2008
(futebol)ismos (9)
Excerto de uma entrevista de António Lobo Antunes (ALA) à revista Visão (V) onde, às tantas, se evoca a dita 'Guerra do Ultramar', em Angola, onde lá teve que participar:
- (V): Ainda sonha com a guerra?
- (ALA): (...) Apesar de tudo, penso que guardávamos uma parte sã que nos permitia continuar a funcionar. Os que não conseguiam são aqueles que, agora, aparecem nas consultas. Ao mesmo tempo havia coisas extraordinárias. Quando o Benfica jogava, púnhamos os altifalantes virados para a mata e, assim, não havia ataques.
- (V): Parava a guerra?
- (ALA): Parava a guerra. Até o MPLA era do Benfica. Era uma sensação ainda mais estranha porque não faz sentido estarmos zangados com pessoas que são do mesmo clube que nós. O Benfica foi, de facto, o melhor protector da guerra. E nada disto acontecia com os jogos do Porto e do Sporting, coisa que aborrecia o capitão e alguns alferes mais bem nascidos. Eu até percebo que se dispare contra um sócio do Porto, mas agora contra um do Benfica?
- (V): Não vou pôr isso na entrevista...
- (ALA): Pode pôr. Pode pôr. Faz algum sentido dar um tiro num sócio do Benfica?
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05 March 2008
08 February 2008
06 February 2008
03 February 2008
28 January 2008
12 January 2008
tristes trópicos (4)
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10 January 2008
08 January 2008
02 January 2008
(futebol)ismos (8)
Nos Cadernos de Estudos Africanos (nº9/10) do ISCTE, o sociólogo Nuno Domingos, doutorando em Antropologia Social no SOAS publicou um interessante trabalho intitulado "O futebol Português em Moçambique como memória social". O artigo começa da seguinte forma:
"No final do mês de Março de 2006, no exterior do Mercado Central de Maputo, fui abordado por um jovem vendedor ambulante que se distinguia da multidão por envergar uma camisola garrida do Liverpool FC, clube de futebol inglês. Enquanto lhe garantia não ser um turista e não estar interessado nas várias peças de roupa, distribuídas por diversos cabides, que procurava vender, ele insistia para que eu olhasse para a sua mercadoria adiantando que sempre era melhor vender do que andar a roubar (...) Parei, apontei para a sua camisola e disse que tinha vindo a Moçambique para ver jogos de futebol, aproveitando para lhe lembrar que o Liverpool acabara de ser eliminado, nos oitavos de final da Liga dos Campeões Europeus, pelo Benfica. O jovem vendedor olhou-me com um sorriso e apresentou-se como Marcos Isaías, normalmente conhecido por Isaías, nome dado pelo pai em homenagem ao antigo jogador de futebol brasileiro que jogou pelo Benfica (…) Marcos Isaías, que tinha 13 anos, colocou as devidas notas de rodapé para suportar o seu discurso. Arsenal-Benfica, segunda mão da eliminatória de acesso à Liga dos Campeões, 1991. Vitória histórica do Benfica por 3-1 em Londres, com dois golos de Isaías. O pai de Marcos Isaías jamais se esquecera daquela noite em que o «pontapé-canhão» do clube de Lisboa fora saudado de pé pelo público que enchia o estádio de Highbury. Marcos Isaías nasceu dois anos depois. A camisola vermelha do Liverpool, oferecida por um turista inglês, substituía, à falta da original, o equipamento do clube português”.
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23 December 2007
13 December 2007
tristes trópicos (3)
Sopa quer saber notícias do mundo e pouco importa que sejam verdade. Quando viajar gostava de ir ao Maputo.
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12 December 2007
tristes trópicos (2)
Hogigo não sai de casa quando à noite a lua dá sentido à escuridão. Receia que dentro da noite haja uma outra. De dia sonha com o acontecer do mundo mas sabe que o mundo não acontece. O mundo demora tanto que ainda não veio. Hogigo faz então o melhor que sabe. Talvez acordar seja um lento envelhecimento, um enfado que se soma ao cansaço da humanidade.
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11 December 2007
cimeira UE-UA
07 December 2007
(futebol)ismos (7)
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06 December 2007
(futebol)ismos (6)
Aveiro, 2006, visionamento na TV do jogo Portugal-Angola.No dia 25 de Junho de 2006, a selecção portuguesa de futebol derrotou a congénere holandesa por 1-0, nos oitavos de final do campeonato do Mundo.
No dia 25 de Junho de 1975 ninguém imaginou que, no trigésimo primeiro aniversário da independência de Moçambique, nas ruas de Maputo se iriam formar, espontaneamente, caravanas de automóveis, com bandeiras e cachecóis da selecção portuguesa de futebol, gritando-se o nome da antiga potência colonial. Enfim...
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05 December 2007
03 December 2007
o pintor bonito (2)

Por esta altura era seu desejo escrever com as estrelas a latejar na cabeça uma família com deus e tudo.
Clown talvez fosse uma figura do velho testamento.
Clown rejeitava maçãs na juventude, mas na infância era do que se alimentava...
Talvez Clown fosse o melhor amigo de Heiner Muller.
Clown foi um ditirambo quando uma criança apareceu com a carinha pintada de cores celeste,
(clown!) (clown!) (clown!)
Trunk
Pong
Don't
Poing
O inglês era surdo,
Again
Trunk
Paul
Eu e tu, na noite estrelar, nos olhos, Clown.
Houve uma noite que, dear Clown se revelou, era o pai....
Gostava que Clown fosse sinónimo de lágrima na secretária que eu via de madeira feita de chocolate.
As pombas das boulevards comiam chocolate azul eléctrico com sais de prata para os olhinhos…
Não era terrorismo a criança alimentar-se no crepúsculo das quatro e um quarto da manhã.
Heiner Clown costumava ver Bowie Clown e Peter Clown e Nich Clown
O Céu chorava…
O Céu chorava…
E as pombas fotografavam o primeiro espaço de jeito de ocidente a oriente. E viva a trigonometria! Do nariz de Clown.
Olhos de velhinho – era então menino.
Os homem também são meninos e, os meninos, até os que não tiveram espaço para sê-lo.
Mas Freud Clown vestia-lhes as fardas dos sorrisos nos lábios.
As mulheres pintavam-se pouco, houve tempo para tudo, assim como:
depois disto tudo, o som saiu e entrou estrelas acima, e veio o clarão.
Não pensem que sou Clown
Mas, tenho sentimento Clown
Clown Clown
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30 November 2007
tristes trópicos
Sufixo diz que tem o nome da derivação, que fez a escola com o Samora. Nesse tempo o Mundo tinha de certeza outra idade. Sufixo faz parte da espécie dos Homens que andam no mar.
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29 November 2007
(futebol)ismos (5)
.
Em 1995 a República da África do Sul organizou e venceu um campeonato do mundo de rugby. Foi talvez a primeira vez que, num país que ainda curava as feridas do apartheid, se festejou em conjunto, de forma multicultural, uma vitória nacional. No estádio de Cape Town, durante o discurso de abertura da competição, Nelson Mandela procurou promover a integração nacional através do desporto. O então presidente deu as boas-vindas a todos em nome de uma “nação arco-íris” que, para ele, seria a nova África do Sul. Por detrás da organização tanto do campeonato do mundo de rugby de 1995, como do de futebol em 2010 reside um interesse político de impulsionar a unificação das inúmeras populações de descendência inglesa, africânder, asiática, xhosa, zulo entre outras. É sempre interessante compreender as contradições que envolvem o desporto, o racismo, a etnicidade e o nacionalismo.
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28 November 2007
sabedoria de ponta (6)
25 November 2007
23 November 2007
o pintor bonito
.
a calçada húmida sugere-lhe os edifícios que choram e
então ele pensa
muito nos edifícios que choram e nos que não choram e
depois prepara
os passeios e as conversas onde o olhar se demora nas
margens e com
isto falo do arrebatamento
.
cristo não jogava andebol e no entanto jogava e por vezes
os monólogos
eram fotografias a preto e a branco de jardim ou jasmim
consoante o
incrédulo impulso antecipativo: pincéis e mãos cinzelados
pela dança
convulsa e certeira
.
dos sonhos solicitados à agrura dos dias e das noites
efectua-se a
divisão correcta e então uma determinada melodia projecta
as sombras
das personagens que vão sendo incorporadas e do que
sobeja e se deseja
e se implica e levita pode referir-se a lucidez
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20 November 2007
sabedoria de ponta (5)
(ele) Achas que... ah desculpe, confundi com outra pessoa.
(ela) Não tem problema. É bom confundir.
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12 November 2007
mas quando a tarde cai vai-se a revolta
Guimarães, 200711 November 2007
07 November 2007
05 November 2007
I am not I (9)
Ezulwini valley, Swaziland, 2004Labels: I am not I
03 November 2007
(futebol)ismos (4)
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02 November 2007
(futebol)ismos (3)
No final jantei com amigos moçambicanos. Apesar das convicções nacionalistas um facto é que se discutiu, com profundo entusiasmo, as qualidades técnicas do Figo e do Rui Costa, reagiu-se com indignação a provocações clubistas e comparou-se, com conhecimento, o plantel do Sporting ao do Benfica. E bebeu-se muito vinho de pacote, de marca Amália, que eu não usaria sequer para temperar a carne. Durante o jantar só faltou mesmo um fado. Ao fim de cerca de uma semana na cidade apercebi-me que um anti-colonialismo militante das classes médias é conjugado com dimensões salazaristas da cultura portuguesa. I am not I.
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31 October 2007
30 October 2007
achamentos
24 October 2007
sabedoria de ponta (4)
Olhos baixos, o médico escutou tudo, sem deixar de escrevinhar num papel. Aviava já a receita para poupar de tempo. Com enfado, o clínico se dirigiu ao menino:
- Dói-te alguma coisa?
- Dói-me a vida doutor.
O doutor suspendeu a escrita. A resposta, sem dúvida, o surpreendera.
- E o que fazes quando te assaltam essas dores?
- O melhor que sei fazer, excelência.
- E o que é?
- É sonhar.
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18 October 2007
16 October 2007
12 October 2007
eloquência
Samora Machel ficou conhecido pela sua expressividade, pelos ditos e conceitos que utilizava que, apesar do carácter despótico, o tornaram num dos líderes africanos mais carismáticos do seu tempo. Discursando e representando com ardor, Machel conseguia facilmente empolgar e magnetizar as multidões, mesmo quando era insuficientemente compreendido.
O meu amigo Rogério Boane pertenceu aos jovens Continuadores, como é conhecida, em Moçambique, a geração nascida na década de 70. Nos primeiros anos de independência, os jovens marchavam e constituíam parada perante o içar da bandeira, entoando com alento o hino nacional. Na rádio, no Kuxa Kanema, nos comícios populares, esta geração assistiu, estupefacta, ao entusiasmo e à eloquência discursiva do líder de Moçambique.
09 October 2007
08 October 2007
05 October 2007
02 October 2007
cuidado com o SIDA (3)
Após a independência dos países africanos produziram-se, tanto em África como em anteriores potências colonizadoras, novas interpretações da história e da sociedade, que procuram subverter um paradigma europocêntrico e colonial. Em África, as novas análises passaram a destacar os conflitos sociais entre os anteriores colonizadores e colonizados, bem como os aspectos políticos e económicos da acção colonial, e respectivas repercussões nas actuais condições de vida dos africanos. O pressuposto destas análises é que a exploração dos recursos das colónias constituiu o resultado de relações sociais assimétricas, que importa denunciar. As novas abordagens assumiram um carácter nacionalista, de cariz marcadamente anti-colonial, classicista e militante.
A partir da década de 90 desmantelou-se o apartheid e o bloco soviético, que tiveram a sua influência por toda a África Austral, e multiplicaram-se, na região, ensaios de regimes políticos democráticos e liberais. A redução do papel do Estado na economia, o aumento do investimento estrangeiro, a persistência ou o agravamento de fenómenos como a corrupção, as assimetrias ou a exclusão social tendem a subverter os projectos políticos e sociais, idealizados aquando das independências. Neste cenário surgem novas e variadas perspectivas (pós-coloniais) que vêm problematizar narrativas (anteriores), de cariz marxista, populista ou anti-colonial, assim como a própria formação do poder e das classes sociais.
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01 October 2007
this is not a love letter (3)
In Belgium, if you get a job for the train company NMBS you also get a girlfriend/boyfriend. Or at least a wonderful kiss.
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28 September 2007
27 September 2007
jesus christ super star
17 September 2007
08 September 2007
07 September 2007
what is european? (14)
Brussels, 2005Labels: what is european?
06 September 2007
what is european? (13)
The contact between groups influences the productions of (self) representations of identities of those groups. Those on-going identities use to detach what is identical between the elements of the “in group” and to exaggerate differences about the “out-group”. It is the contact with difference that not only makes the consciousness of identity, but also changes it, obliging to assume it self.
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05 September 2007
what is european? (12)
London, 2006Labels: what is european?
04 September 2007
what is european? (11)
“Someone knock the door
– you didn’t open”
The lack of interest of the Europeans concerning to the EU political system is evident. Most of them have never heard about the Court of Justice or the Council of Ministers. Average Europeans knows little about how the European Union works, which also is a problem in the development of an European identity. The increasing of consumption and leisure values is accompanied with a decrease of the politic involvement, especially between youngsters. The European power in Brussels is precept as something confused, bureaucratic and distant from the common elector and the number of non-voters for the European Parliament is significant in most of the countries. The general indifference concerning to those issues may also means a passive resistance against the political structure, which politicians have not been able to face in an efficient way.
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what is european? (10)
Scotland, 2001In Aberdeen, a football fan from Hibernian FC says that he is from Inverness. In Edinburgh, people can think that he is from the Highlands. In London, he might fell from Scotland. In vacancies in Spain perhaps from the United Kingdom. In Japan, maybe he will feel European.
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03 September 2007
what is european? (9)
Despite all the differences between regions, in the western European countries is possible to find a similar pattern of economic development. Social life progressed along similar lines everywhere, based on a high-developed trading system involving the exchange of goods, labour and know-how. This western capitalist trading system formed social groups predisposed to a transnational identification and a common culture could take hold. In fact, economy has being the engine of the European construction and Euro becomes, inclusively, the main European symbol. However not all Europeans uses or even wants to use Euro, and 2004 enlargement increased the economic diversity within the members States. Once more, European identity is an on-going concept.
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02 September 2007
what is european? (8)
London, 2006Labels: what is european?
31 August 2007
29 August 2007
what is european? (7)
Labels: what is european?
28 August 2007
what is european? (6)
Labels: what is european?
27 August 2007
what is european? (5)
Maastricht, 2005Labels: what is european?
26 August 2007
(futebol)ismos (2)
Estádio Municipal de Braga, 2004, jogo Holanda-Estónia.Labels: (futebol)ismos, what is european?
25 August 2007
what is european? (4)
Labels: what is european?
24 August 2007
what is european? (3)
S. Petersburg, 2002Labels: what is european?
23 August 2007
what is european? (2)
Labels: what is european?
22 August 2007
what is european?
Em 1957, os altos representantes dos 6 Estados Membros que assinaram o Tratado de Roma não imaginavam que, 50 anos mais tarde, ele seria celebrado em Berlim com a presença de representantes de 27 Estados membros, 12 dos quais oriundos da antiga parte leste da cortina de ferro. Angela Merkel, então presidente da Alemanha unificada, nasceu na parte leste de Berlim. Merkel tinha 3 anos de idade aquando da assinatura do Tratado de Roma e sete quando o Muro de Berlim foi erguido, separando a sua família e oferecendo-lhe como único horizonte uma rua sem saída. Esta nova geração de políticos enfrenta agora a questão: Fizemos a Europa. Agora temos que fazer os europeus.
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15 August 2007
13 August 2007
(futebol)ismos
Labels: (futebol)ismos
08 August 2007
06 August 2007
05 August 2007
02 August 2007
cuidado com o SIDA (2)
Maputo, 2004Esta visão contrasta com outras representações mais optimistas que apresentam África como um continente que, apesar dos problemas evidentes de que padece, dispõe de recursos e de possibilidades suficientes para olhar o futuro com outro sentimento. De acordo com dados da United Nations Statistics Division, em Moçambique, ao longo da década de 1990, a taxa de crianças matriculadas no ensino primário aumentou para 41% (+11%), e a população a viver em situação de desnutrição diminuiu para 47% (-19%). A taxa de mortalidade infantil registou também uma diminuição para 147 (-88) crianças por cada mil nascimentos.
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30 July 2007
cuidado com o SIDA
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26 July 2007
20 July 2007
19 July 2007
10 July 2007
o que é preciso é viver sem medo
Maputo, 200308 July 2007
I am not I (7)
Luciano Costa, "Afirmação", óleo sobre tela, livraria Centésima Página.Aicha referiu que quando chegou a França se sentiu como uma estrangeira que aí se sentia integrada. Tratou-se da principal diferença em relação às segundas gerações de emigrantes: franceses que se sentem franceses desintegrados no seu próprio país. Segundo Aicha, “Eu amo a França. Mas não como ela me ama a mim”.
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02 July 2007
desassossego
Acho que pertenço ao grupo de pessoas que tem a presunção de achar que é no meio do povo que se encontra o país profundo, como se existisse uma única profundidade num país. Por essa e por outras razões utilizo com frequência os transportes públicos. Ontem, uma simpática senhora com mongolismo, de óculos de garrafa e cujo cheiro nauseabundo ainda consigo sentir sentou-se ao meu lado no comboio. Fez questão de partilhar comigo, insistentemente, a história do passe, que “veio de Lisboa”, enquanto a mãe, ao lado e em pé, ia ordenando à filha que se calasse.
Na feira do livro na estação de São Bento comprei o Livro do Desassossego de Fernando Pessoa por 5 Euros. Depois da primeira frase tive a certeza que o acabo antes das férias:
“Nasci em um tempo em que a maioria dos jovens haviam perdido a crença em Deus, pela mesma razão que os maiores a haviam tido”.
01 July 2007
sabedoria de ponta (3)
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05 June 2007
05 May 2007
lost in translation (2)
Se vivêssemos num mundo surrealista, um dia surrealista seria assim:
1- Acordar do sonho para o sonho, bastando abrir as paredes do quarto (Max Ernst, Murais para a casa de Gala e Paul Éluard, 1923)
2- Chávena de café, prato de torradas e jornal aberto sobre as pegadas dos pés da mesa (Meret Oppenheim, Mesa com Pernas Pássaro, 1939)
3- Tactear até à maçaneta certa do armário para não tropeçar nas montanhas ou no céu com nuvens (Marcel Jean, Armário Surrealista, 1941)
4- Se estiver Primavera de Verão, vestir as borboletas com comprimentos de valsa, condizem bem com o chapéu de palha de onde não voa o escaravelho (Elsa Schiaparelli, Vestido, 1937)
5- Sentar-se no carrinho de mão para que alguém nos leve a passear (Óscar Dominguez, Carrinho de Mão, 1937)
6- Como ninguém vem, ficar em casa e mudar para assento mais carnudo até o corpo ficar maçado do beijo (Salvador Dalí e Edward James, Sofá Lábios de Mãe West, 1938)
7- “Ai” em vez de “Alô”, porque o telefone pica (Salvador Dalí e Edward James, Telefone-Lagosta, 1938)
8- Sonhar sozinho antes da noite, ocupando a nuvem toda (Isamu Noguchi, Sofá forma de nuvem, 1948)
9- Não recusar o convite para o ballet, especialmente se as esculturas dançam (Giorgio de Chirico, Figurinos, 1929)
10- Pôr o casaco de festa, de beber licor por palhinha e com copos extra para amigos, e brindar ao dia surrealista (Salvador Dalí, Casaco Afrodisíaco, 1936)
in Pública, 29-4-2007
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30 April 2007
pára-me de repente...

Esse turbilhão de gente que fervilhou no calor africano e que intensamente aí viveu a loucura da juventude constituiu a geração histórica que assistiu à queda do império, ou melhor, do seu seu mito. Foi a traumática saída de África, para colonizadores e para colonizados (como escreveu o Mia Couto, em África aconteceram dois dramas: o primeiro foi a chegada do homem branco. O segundo foi a sua partida).
Portugal cingiu-se ao canto da Europa, reestruturou o seu lugar no Mundo e orientou-se para a União Europeia. Para muitos, o outro continente manteve-se presente no remorso e na saudade, na fantasia e no pesadelo, no silêncio e no tabu.
Com o fim das guerras civis e com o boom económico de Moçambique e Angola renasceu o discurso retórico da vocação atlântica. São comitivas de políticos e de empresários de orientação neo-colonial que embarcam cheios de presunção e de ideias feitas. Hoje, quando o calor aperta, quem durante o crepúsculo visitar a campa de Salazar, no preciso momento em que o Sol toca a linha do horizonte talvez consiga escutar um ligeiro sussurro: “Para Angola imediatamente e em jeito”.
Enfim… pára-me de repente.
25 April 2007
I´m free and I am happy
Enquanto cantava reli este delicioso texto de valter hugo mãe:
“às vezes penso que o vinte e cinco de abril de setenta e quatro foi o dia em que a minha cabeça nasceu. a ideia é mais simples do que possa parecer, dessa data guardo a minha recordação mais antiga.
em setenta e quatro eu faria o meu terceiro aniversário e posso lembrar-me daquele dia por duas razões distintas, nenhuma menos relevante para toda a minha vida; primeira: eu estava com os meus pais e os meus avós maternos em lisboa, subitamente apanhados entre ruídos de tiros e confusões em redor do banco de portugal; segunda: viéramos de angola havia pouco tempo e lá não vira nenhuma criança loira, de pele clara, como o menino que brincou comigo no tempo de espera pelo meu pai. (…) um menino disse-me, eu cá vou para o escorrega, e eu nunca mais esqueci a sua expressão oral. dizia eu cá para tudo. parecia-me estranho. e menos igual vira um menino tão claro que me confunde ainda hoje a memória: não sei se em verdade o dia estava luminoso, se era o cabelo dele que o acendia em nosso redor. (…)
no dia em que a minha cabeça nasceu ofereceram-me a liberdade e conheci a diferença. conheci e aceitei a diferença. que no mundo haveria de ver gente clara ou escura, pobre ou rica, mão esquerda ou mão direita fechada sobre o peito, e haveria de me reportar constantemente àquele momento que guardei esquecido para só entender mais tarde. haveria de entender, vez por todas, que não desperdiçaria nunca coisa tão cara que um só dia me trouxe”.
20 April 2007
is this active citizenship? (5)
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14 April 2007
sabedoria de ponta (2)
- (jornalista) A sua vida está a melhorar?
- (camponês) Está a melhorar, está a melhorar. Mas está a melhorar muito mal.
Labels: sabedoria de ponta
13 April 2007
11 April 2007
Virgínia e Franz
- (Ela) Sinto que hoje não fiz nada de produtivo.
(silêncio)
- (Ela) Sinto que os dias são todos iguais.
(silêncio)
- (Empregada do café) O que era?
- (Ele) Um fino
- (Ela) É só. Ou melhor, é tudo.
(silêncio)
- (Ela) Mas a sério, não te apetece fazer hoje alguma coisa de diferente?
08 April 2007
o senhor le pen e a masturbação
07 April 2007
josina
Josina sonhava mudar o Mundo. João compreende que é difícil mudar o Mundo, o que não significa que aceite o Mundo como ele é.
Josina dedicou a sua vida à luta revolucionária. Perante o sentimento de impotência, João canaliza o seu inconformismo, a sua mágoa e solidão e procura transformá-los simplesmente em poesia e beleza.
Josina viu e sentiu dor e sofrimento. João, nas suas fotos, talvez não veja dor ou sofrimento mas simplesmente dignidade, simplesmente o Homem na sua mais humana condição.
João não se esqueceu que hoje foi o dia de Josina, o Dia da Mulher Moçambicana.
05 April 2007
sabedoria de ponta
Inhambane, 2003- (sobrinho, após silêncio) As pessoas lá são todas castanhas?
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04 April 2007
03 April 2007
is this active citizenship? (4)
Braga, 2007Por esse motivo vou culpar o Homem de Neandertal, esse sacana que invadiu o nosso país, que veio dormir com as mulheres do Homo Erectus e poluir a nossa raça. Toda a gente sabe que a cultura do Homem de Neandertal era claramente inferior e que ele não tinha capacidade de integração nesta região. Ele foi, ainda é e será sempre o grande culpado do estado da nação. Caramba, o Homo Erectus estava cá primeiro!
Já antes, quando o primeiro anfíbio invadiu as nossas zonas terrestres, com a sua política de natalidade expansionista, a nossa sociedade sofreu um forte abalo. Foi a decadência dos nossos valores vegetais originários. Ou terá sido com o Big Bang?
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30 March 2007
I am not I (6)
London, 2006Labels: I am not I
26 March 2007
is this active citizenship? (3)
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23 March 2007
22 March 2007
big man mugabe
Alexander Joe / AFPJá agora, porque motivo na Europa não se utilizam expressões como “irmãos europeus” ou “mãe Europa”?
I am not I (5)
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21 March 2007
lost in translation
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19 March 2007
17 March 2007
I am not I (4)

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16 March 2007
I am not I (3)
Um muçulmano é distinto de um cristão como, ele próprio, é distinto de todos os outros muçulmanos. Por comodidade atribuímos às pessoas do mesmo grupo os mesmos comportamentos e características. Quanto mais numerosas forem as minhas pertenças, mais específica e única é a minha identidade.
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15 March 2007
14 March 2007
12 March 2007
11 March 2007
I am not I (2)


A negritude traduzia um conjunto de traços que se defendia serem característicos do “negro”, como a solidariedade, a capacidade de emoção ou a importância conferida ao simbólico e ao sagrado. Defensora da ideia que a cor da pele deflagra uma identidade comum, esta ideologia foi criticada pelo facto de veicular um essencialismo africano, imaginado por uma elite intelectual, alheia à heterogeneidade das populações do continente. A negritude constitui, por isso, não só uma reacção como uma extensão das ideologias racistas coloniais.
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09 March 2007
08 March 2007
I am not I

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06 March 2007
vou pra casa mas não é pra já




























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